I Conferência Regional de Reparação Racial
A I Conferencia Regional de Reparação Racial terá início nesta quarta-feira (22/04), às 8h, na Cidade do Saber, em Camaçari. O evento tem como objetivo promover diálogos entre a sociedade civil e governos municipais sobre os avanços e desafios das políticas públicas de igualdade racial.
Assuntos como educação, saúde, trabalho, cultura, moradia, segurança, meio-ambiente e comunicação, relacionados com identidade de gênero e religião, serão abordados durante o evento. A partir das discussões, são definidas diversas propostas para os debates do evento principal, em Brasília.
O evento é voltado ao público afrodescendente, praticantes de religiões de matriz africana, indígenas, quilombolas, ciganos, juventude negra, gestores públicos e estudantes, além de outros agentes de organizações da sociedade civil vinculadas ao tema.
Maiores informações: (71) 3621-0684 / 8155
Fonte: SECRETARIA MUNICIPAL DE PROMOÇÃO DA MULHER E DA REPARAÇÃO


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21 de abril de 2009 às 14:48
Como pode uma política que defende os interesses de certas raças específicas ser chamada de Política de Igualdade Racial? Talvez isso possa ser chamado de Reparação Racial como muitos tem dito, mas que tipo de reparação é essa quando vc vem de uma escola que não deu condição alguma pra fazer um curso superior realmente bom? O que fica parecendo é que esse projeto visa tão somente evitar que os poderes públicos tenham que fazer algo que vai lhes dar trabalho, que seria realmente melhorar a qualidade do ensino público de 1º e 2º Grau. Por outra ótica, esse projeto parece algo ainda pior, um suborno dos incompetentes poderes públicos: ‘Olha, mesmo com a enorme quantidade de dinheiro que nós recebemos de imposto, não conseguimos dar uma educação pública de qualidade, mas nós vamos dar aqui um jeitinho de facilitar a sua entrada na faculdade.’ Quem pode contestar que isso não é uma espécie de suborno? Isso tudo deixa ainda uma péssima impressão: Que os nossos políticos não gostam de fazer coisas que lhes dêem trabalho. O que é triste lembrar é que os nossos políticos são nada mais que um reflexo do povo brasileiro.
22 de abril de 2009 às 12:17
Olá, Sean!
Interessante que este espaço do site da Cidade do Saber venha se tornando, também, um local de debate das políticas públicas em geral, um espaço onde podemos compartilhar as nossas opiniões e onde podemos aprender com a opinião dos demais. Quando você fala do “projeto”, pelo contexto do restante da mensagem, parece que se refere à questão das cotas para afro-descendentes nas universidades, é isso? Bom, realmente, esta é um questão bastante complexa, que divide as opiniões em todo o país. Em relação as universidades públicas federais, a implementação das cotas é, de fato, uma iniciativa do governo federal. Já no caso das universidades privadas, instituir cotas para os afro-descendentes, ao que nos parece, depende da política própria destas entidades, que, de forma lógica, não deixam de ser orientadas e influenciadas pelas políticas públicas para a educação.
O ensino de nível superior, nas universidades públicas, são da competência do governo federal, assim como o ensino público do segundo grau fica sob a responsabilidade do governo estadual e o ensino primário é de competência dos governos municipais. Mas, é claro, que uma instância (a municipal, estadual ou federal) pode e deve interferir e contribuir para o ensino de qualquer nível.
A realização de eventos como a Conferência Regional de Reparação Racial, que, pela primeira vez, será realizado em Camaçari, tem o propósito de debater, justamente, a necessidade de políticas públicas específicas para a área social que se discute, que garantam igualdade de condições no acesso aos serviços públicos para qualquer cidadão. É um primeiro passo, indispensável, já que qualquer política pública precisa ser implementada em conjunto com a sociedade. Por isso é muito importante a participação de pessoas que se interessam pelo assunto, como você. Esta não é só uma responsabilidade dos políticos…
Quanto aos termos “política de igualdade racial ou de reparação”, pensamos que os dois não deixam de ser apropriados. No caso do Brasil, quando a política defende o interesse de um grupo social, neste caso os afro-descendentes, é porque ele se encontra em desvantagem perante a outros grupos…e é nesse sentido que se busca a igualdade. O próposito é retirar este grupo da desvantagem e o tornar igual, em condições de acesso aos serviços públicos e às condições de cidadania, aos demais grupos.
Esperamos que a nossa contribuição neste assunto seja válida.
Atenciosamente,
Assessoria de Comunicação – Cidade do Saber
17 de abril de 2010 às 20:12
Eu entendo que o problema da desvantagem do acesso aos svçs públicos na área educacional decorre da falta de dinheiro (problema sócio-econômico, e não racial, que afeta os mais pobres, sejam negros, índios, brancos e até amarelos, se se quiser chamar de raça cada representação de cor dos povos). Uma solução, a meu ver, seriam cursos de elevação de nível para ingresso nas faculdades, os chamados “cursinhos” supridos de graça pelo governo, ao invés de reduzir o nível das provas universitárias para qualquer grupo social, por mais que seja “minoria”. A questão, sendo econômica, haveria solução se se minimizasse o fator financiamento dos cursinhos, e não deixar alguém entrar diminuindo sua nota de entrada…irá entrar quem não sabe, por não ter podido fazer o tal cursinho…Vamos sim, piorar a formação em nossas faculdades, e CRIAR A DISTORÇÃO RACIAL, de uma parte da sociedade ser discrimada pela cor, com mais dificuldade de acesso ao svç público educacional.