Brincadeira é coisa séria?
Por: Bia Santos (Pedagoga), adaptação de trabalho monográfico apresentado à FAMEC, em 2005.
No século XV, a criança era vista como um adulto em miniatura. Ela era inserida no mundo adulto, vestida como adulto e a ela cabiam decisões como se fosse adulto. Na época atual, em algumas famílias, esta situação não é muito diferente. A criança tem ocupado, em determinados contextos, a responsabilidade de tomar decisões relacionadas a sua própria vida: É ela quem determina a hora e onde irá dormir; se vai ou não tomar banho; se vai ou não escovar os dentes, se vai a escola etc.
Alguns adultos quando referem-se à criança, as brincadeiras e travessuras que lhe é pertinente, referem-se de uma maneira pejorativa, desqualificada ou desconsiderada. Brincar é o verbo da criança. Brincar é a maneira como ela conhece, experimenta, aprende, vivencia, expõe emoções, coloca conflitos, elabora-os ou não, interage consigo e com o mundo.
O corpo é mais um brinquedo para a criança. Através dele, ela descobre sons, descobre que pode virar cambalhota, saltar, rolar, manusear, apalpar. Enfim, que pode se comunicar.
É importante que a criança possa brincar sozinha e em grupo, preferencialmente, com crianças de idade próximas. Desse modo ela tem possibilidade, também, de ampliar sua consciência de si mesma, pois pode saber como ela é num grupo que é mais receptivo, num outro que é mais agressivo, num que ela é líder, num outro em que é liderada, etc. Lidando com as diferenças, ela amplia seu campo de vivências.
“Seguem algumas sugestões de brinquedos de acordo com a faixa etária, baseado no livro: O direito de brincar”, Ed. Fund. Abrinq (apud OLIVEIRA, 2006).
· Três meses- Chocalhos, mordedores, figuras enfiadas em cordão para instalar no berço ou carrinho.
· Seis meses- Quadros com peças coloridas, de formas diversificadas, peças que correm em trilhos.
· Oito meses- Bolas, cubos em tecidos, caixas de música com alça para puxar.
· Dez meses – Bonecos em tecido com roupas fixas, animais em tecido (não pelúcia), sem detalhes que possam ser arrancados.
· Um ano- Cavalinhos de pau, carrinhos de puxar e empurrar, blocos de construção simples, cadeiras de balanço.
· Dois anos- Veículos sem pedais, que se movem pelo impulso dos pés.
· Três anos- Veículos com pedais, triciclos, bonecas com pés e mãos articulados, jogos de memória.
· Quatro anos- Roupas de fantasia, super-heróis, máscaras.
· Cinco anos- Miniaturas de figuras simples, soldados de chumbo, maquiagem, bolsas, bijuterias, móveis do tamanho da criança.
· Seis anos- Aviões, barcos e autoramas.


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30 de abril de 2009 às 19:01
Adorei o artigo, realmente diante das diversas mudanças que vem acontecendo no mundo, a criança tem sido esquecida e tratada como adulto em miniatura, determinadas brincadeiras então… virou coisa antequadra.
Parabens a Bia Santos por compreender e expressar tão bem características desse ser maravilhoso “CRIANÇA”
PARABENS A CIDADE DO SABER TAMBEM!