Os Saberes de uma Cidade
Quando se fala em “Saber”, todo bom apreciador da arte filosófica, não pode deixar de pensar na célebre frase de Francis Bacon: “Saber é poder”. E quero deixar claro que aqui o “poder” a que me refiro e que entendo como mote à citação, está no reino das possibilidades. Quando se busca o saber, as possibilidades são infinitas, e dentro dessas o ser pode escolher como utilizar-se deste saber, até como forma de “alimentar” a razão de sua existência. Digo isso, porque a sabedoria para mim possui uma concepção de alimento, e nesse sentido, uma necessidade vital. Como diria o escritor argentino Juan José Saer: “A sabedoria, por sua mera existência, é o constante questionamento do saber”. E considerando sabedoria como “alimento”, podemos empiricamente, através dos nossos sentidos afirmar que ela tem gosto, cheiro, sons, imagens e, portanto, concluirmos que efetivamente sabedoria e experiências são intrínsecas. E então, quando se pratica o Saber, este se transforma em Poder.
Buscar o entendimento sobre essa questão é compreender a multiplicidade dos saberes escondidos e/ou revelados nas vivências de cada um de nós. É despertar a consciência da sua efetiva importância na história de vida das pessoas… É valorizar a “riqueza” potencial de uma comunidade. E mais que isso, é dar a ela a oportunidade de escolha dentro do reino das possibilidades do conhecimento.
Ao trazer tais reflexões, inevitavelmente, deparamo-nos com a questão do exercício de cidadania que se pratica ( ou não) num espaço que denominamos de cidade. Portanto, precisamos nos juntar às iniciativas públicas de promoção à inclusão, validando as oportunizações de inserção aos diversos saberes. Que bom seria se cada um de nós construísse internamente um “templo do Saber”… Assim, conseguiríamos mais facilmente a tão desejada transformação da realidade social que nos cerca… ”Mas é preciso ter coragem, é preciso ter força é preciso ter gana, sempre”! E acima de tudo sairmos (todos nós que pregamos a busca pelo exercício da cidadania) dos nossos “feudos” , partilhar e compartilhar num constante processo de parceria.
Nesse sentido, penso que uma cidade que se propõe a oferecer subsídios à procura ou “abastecimento” dos saberes, nada mais é do que uma porta de entrada a este reino, onde o rito de passagem da sua construção e permanência de cada cidadão, efetivamente valida a minha, a sua, e a nossa missão de promover cidadania.
Por Devson Luz – Especialista em Filosofia da Educação e Psicopedagogia



Inicio
Quem Somos
Linhas de Ação
Espaços
Parceiros
Multimídia
Projetos
Notícias
Teatro
Centro de Eventos
Localização
Agenda
Contato
Links
24 de julho de 2009 às 20:21
Concordo com a citação: “Saber é poder” .
Ótimo texto. Parabéns.
25 de julho de 2009 às 10:34
muito bom. Parabéns pelo trabalho.
28 de julho de 2009 às 10:06
Muito profundo o texto, portanto, seremos sempre sábios.
Parabéns
29 de julho de 2009 às 12:53
Gostei muito do texto acima, espero lê mais outros desses, com a mesma qualidade.
Sirlene