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Paratletas Camaçarienses em Campeonato Norte-Nordeste


 

Márcio Villas Boas, o técnico José Pinheiro e Genivaldo Silva

Márcio Villas Boas, o técnico José Pinheiro e Genivaldo Silva

Paratletas de Camaçari participaram, no último fim de semana (12 à 14/03), do Campeonato Regional Norte-Nordeste, uma competição presidida pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro, em Belém do Pará.

 

Márcio Villas Boas e Antony Deraldo

Márcio Villas Boas e Antony Deraldo

Representando o nosso município, na modalidade de natação, estava Márcio Villas Boas, que participou pela primeira vez de uma competição oficial do Comitê e conseguiu a 4° colocação nos 50m livres. Genivaldo Silva, também de Camaçari, conseguiu a prata com o seu 2° lugar, nos 50m peito, além do bronze, no 3° lugar dos 50m livres, classificando-se para a 1° etapa do Campeonato Brasileiro que será em maio, na cidade de Fortaleza. Antony Deraldo,  atleta paraolímpico, compareceu ao evento, compartilhando a sua experiência, e também participou de uma competição de halterofilismo.

 

Os paratletas tiveram o apoio da SEDEL (Secretária de Esporte e Lazer), que custeou totalmente as passagens desta equipe, cujo técnico é José Pinheiro.

3 comentários para “Paratletas Camaçarienses em Campeonato Norte-Nordeste”

  1. MARLEME disse:

    Esses guerreiros estão de parabens ,e são um orgulho para nossa cidade.
    Vai ai um exemplo de determinação e força de vontade.
    Eles são o exemplo de que não devemos desistir nunca ,por mais que aparecam obstaculos em nossas vidas.

  2. wesley de matos freitas disse:

    Você venceu!
    Você chegou onde queria.

    Se lembra quando lhe disseram que a parada iria ser dura?
    Muitos nem tentaram.
    Muitos desistiram.
    Muitos desanimaram.
    Muitos falaram que não valia a pena.

    Mas você chegou onde queria.

    Foi difícil, a pista estava escorregadia. Quantas pedras no meio do caminho. Não eram todos que aplaudiam. Alguns o olhavam com olhar de descrença, diziam:
    - Coitado, é um sonhador.

    Bolhas nos pés, tênis apertado, o suor escorrendo pelo rosto, a ladeira íngreme, e o dramático instante da dúvida:
    - Paro ou continuo?

    Uma decisão apenas sua.

    Alguns estavam caídos de cansaço e tédio
    Havia ainda um longo caminho pela frente, e havia mais curvas do que retas.
    Alguém o animou – Força, cara.
    Alguém o provocou – E agora, cara?
    Alguém tripudiou – Larga disso, cara.

    Lembra?, você teve uma enorme vontade de ir embora, de pegar suas coisas e dizer
    - Tchau mesmo, quero que tudo se lixe, pra mim chega, já dei minha cota, não tem mais jeito

    E virar as costas à luta, à incompreensão, ao sacrifício. Você teve vontade de ir para uma ilha deserta onde vertessem leite e mel. Você olhou em frente. O horizonte era uma sombra parda. Mas mesmo nessa hora tensa, pelo sim pelo não, você não parou de correr. Talvez tenha diminuído o tamanho do passo, porque ninguém é de pedra e o coração da gente não pode ser medido com trena e compasso. Mas você não parou porque sabia que no meio da multidão havia um recado mudo aguardando a sua decisão. De sua decisão dependia a esperança de gente que você nem conhecia. Então você tomou um fôlego, abriu o peito, e com os pés no chão e os olhos lá na frente, mandou ver.

    Não importava tanto a colocação. Você lutava para construir a sua parte no edifício do destino. E foi seguindo. Sem perceber, arrastou com seu exemplo muitos que pensavam em ficar no meio do caminho.

    E você venceu.
    Você chegou onde queria.

    Ou você não venceu. Você não chegou onde queria. As coisas não deram certo, você tropeçou, havia um buraco, e outro buraco, e mais um buraco no chão feito de armadilha. Você caiu, rolou, ah, houve gente que riu! Alguém vaiou. Você não venceu. Você não chegou onde queria. Esfolou a pele, abriu ferida, em vez de estrelas o cobriu um manto cravejado de ridículo. O suor de seu rosto foi em vão. Em vão seus músculos latejaram. Tudo em vão. Apanhe seu embornal de mágoa, fique de mal com o mundo, abandone a pista. Você teve a tentação.

    Mas na multidão alguém esperava seu gesto de conquista. Vamos, rapaz, esfregue a perna. Levante os ombros. Não deixe que se apague o brilho dos seus olhos. Escute o bater abafado do coração que insiste. Você está vivo, e não está vivo à toa.

    Você se levantou, se lembra? E a vaia lhe soou como sinfonia. Recomeçou a corrida e quando, por fim, você chegou – não em primeiro, como sonhava – mas chegou, o suor de seu rosto parecia purpurina. Todos pensavam que você estivesse satisfeito por haver chegado. Então você recolheu os retalhos de suas forças e perguntou:
    - Quando é que vamos disputar a próxima corrida?

  3. geisa disse:

    Parabéns para esses paratletas vc s mostram muita força e dedicação continui sempre com vontade de vencer e saber q irá ter lutas mais terá muitas vitórias!!!!!

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