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Fazendo arte nas mídias sociais


A foto do seu perfil no Facebook pode virar uma obra de arte à sua revelia. Isso porque artistas como Zed Nesti, 40, têm explorado as redes
sociais da internet para criar seus trabalhos. Em 2009, ele transformou os retratos de alguns de seus amigos em ilustrações rabiscadas com carvão.
O trabalho, “The Book of Faces of Facebook”, está disponível no perfil
dele, inclusive para desconhecidos. São cerca de cem retratos.
“A brincadeira era fazer de todos os meus amigos, mas acho que não vai
dar…”, conforma-se. Hoje, sua lista beira 4.500 conhecidos.
O narcisismo que dita a dinâmica das mídias sociais é espelhado no
trabalho do artista. “Muita gente me pede para ser retratada”, conta.
Pudera. As ilustrações chamam a atenção pelo realismo e pelo estilo
variado. Assim, o projeto extrapolou os limites dos bytes e ganhou um
formato palpável.
Em fevereiro, 12 dos desenhos fizeram parte da exposição “Found on
Facebook”, em NY, de obras escolhidas apenas por meio do site.
Além disso, em junho, 60 retratos estiveram em São Paulo na mostra
“Mediações”, da galeria Motor.
E, por fim, alguns deles devem ser publicados pela editora Taschen,
especializada em livros de arte.
“Os artistas estão começando agora a usar mídias sociais”, explica Zed.
O americano Matt Held segue esse caminho, pintando a óleo retratos do Facebook.
“Só não quero ser o cara fazendo ilustrações do site quando ele não
for mais relevante”, disse, em entrevista ao “The New York Times”.
Já Liubo Borissov, também dos EUA, buscou inspiração no Chatroulette,
site de conversa por webcam. Ele reuniu centenas de horas de imagens
no projeto “Crowdsource” (bit.ly/Liubo).
As imagens, porém, não são o único território a ser explorado pelas
mídias sociais. No Twitter, a limitação de 140 caracteres serve de
inspiração para fazer literatura.
Para os interessados: um concurso de contos (bit.ly/ContoTw) nesse
tamanho recebe inscrições até 25/7.

Folha de S. Paulo – DIOGO BERCITO

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